quarta-feira, 14 de setembro de 2016

TIPOS DE TEOLOGIA CRISTÃ


Tipos de Teologia Cristã


O estudo da teologia preocupado com o discurso sobre Deus, a palavra de Deus, e dizer as experiências dele derivados. Agora vamos entender as fontes de raciocínio teológico, bem como o valor de tais estudos. Neste post, vamos analisar os diferentes "tipos" de teologia cristã. [1] Este post vai ser um pouco mais complicado do que outros, mas eles devem perseverar. Estamos no bom caminho para entender a amplitude de estudo teológico?


Quando falamos sobre os diferentes tipos de teologia cristã nos referimos a suas disciplinas e tradições. No entanto, antes de começar a estudar essas disciplinas e tradições pode ser útil para sugerir uma analogia. Vamos propor que a teologia cristã atua como a "gramática" da fé. [2] Como as regras da gramática e da linguagem nos ajudar Estrutura, estudo teológico relata a ordem e a força da fé. Para fazer linguísticos analogia, disciplinas e tradições da teologia cristã que pode ser entendido em termos de "pontuação" e "sotaque". No que se segue, vamos explorar esta analogia ainda mais.

As diferentes disciplinas da teologia cristã é a "pontuação" dos estudos teológicos. Como um ponto ou um ponto e vírgula organiza nossas orações, essas disciplinas informar a prestação de teologia cristã e como diferentes fontes são apresentados. Podemos listar cinco exemplos.


(1) Teologia Bíblica - A revelação é uma das principais fontes de teologia cristã. Quando falamos de teologia bíblica, não é sugerir que outras disciplinas não consultar a Bíblia. Em vez disso, a teologia bíblica usa os dados bíblicos para pintar uma "grande figura". Por exemplo, uma teologia bíblica da Eucaristia pode começar com a observação de que em Gênesis 14: 17-20, Melquisedeque, o Sumo Sacerdote dá Abram um presente de pão e vinho como um sinal da bênção de Deus. Deve-se notar que em Hebreus 7:17 Jesus é considerado como um cumprimento de o sacerdócio de Melquisedeque, e nas contas da Última Ceia, Ele é visto oferecendo pão e vinho como um símbolo da bênção de Israel por meio de sua corpo e sangue. A "grande figura" de modo pintado através do qual a nossa doutrina da Eucaristia é conseguir uma maior clareza e nova textual / teológicas conexões podem ser feitas. [3]


(2) Teologia Histórica - Tradição é também uma das fontes de teologia cristã. Teologia histórica tenta a falar da doutrina de acordo com o seu desenvolvimento ao longo da história cristã. Neste sentido, é uma disciplina que está em constante diálogo com a tradição da Igreja. Por exemplo, um estudante de teologia histórica pode ter interesse na doutrina da justificação. Você pode iniciar uma investigação exaustiva dos dados NT, e prossiga para traçar a sua recepção entre a Igreja primitiva. Você pode ver como Agostinho leu Romanos influenciou Lutero sobre a justificação pela fé somente. Quase 500 anos depois, EP Sanders procurado para reinterpretar a doutrina luterana menos "óculos" que influenciaram muito da teologia ocidental desde a Reforma. Teologia histórica lida com esse tipo de pesquisa. Uma explicação de desenvolvimento doutrinário em toda a história da Igreja é feita. [4]


(3) Teologia Mística - Nós estabelecemos que a teologia cristã lida com as experiências que são ditas para derivar de Deus. Teologia mística é especialmente interessado nessas experiências como fonte de reflexão teológica. Um dos encontros com Deus em oração, adoração, ecstasy ou visões místicas são usados ​​para informar a compreensão teológica. Teologia mística utiliza essas reuniões de uma forma que complementa a tradição da Igreja e da Bíblia, ou de uma forma que leve em conta tanto como inferior. [5]


(4) Contextual Teologia - Como teologia mística, esta é uma outra disciplina que lida com a experiência, mas de uma forma bastante diferente. O teólogo contextual insiste em que a prática deveria instruir a reflexão teológica. Em particular, as circunstâncias e experiências de diferentes grupos sociais (especialmente os marginalizados e os oprimidos) são usados ​​para informar as conclusões da teologia contextual. Pensamento de Libertação é um exemplo desta disciplina no trabalho. Sentindo o mandato bíblico para defender os pobres e aqueles que se opõem a injustiça, os teólogos da libertação dar alívio para necessidades e experiências das diversas demografia locais em todo o mundo, e os pobres na América Latina. Uma compreensão da libertação de Jesus, por exemplo, gostaria de salientar a sua missão para libertar os cativos e curar os quebrantados do coração. De acordo com o exemplo acima, uma "American Jesus Latina" seria construído, que está no lado do oprimido e identifica-se com a região oprimido. Em vez de ser construído diretamente da Escritura ou tradição crenças, conhecimento de Jesus é trabalhada usando as experiências daqueles em uma situação específica. Essa é a natureza da teologia contextual. [6]


(5) Teologia Sistemática - Ele pode sugerir que o teólogo sistemático tem de ser a "banda de um homem". Teologia sistemática lida com a ampla tapeçaria da teologia cristã. É construir contagem teologia cristã usando uma variedade de fontes e métodos. Você pode até ver as conclusões de todas as disciplinas mencionadas até agora. Ele está ciente das várias maneiras pelas quais os temas da teologia interconectar com o outro e que espera para produzir um modelo convincente ou "sistema" que realiza essas várias expressões teológicas. Podemos falar de uma doutrina sistemática específica, que produz um modelo convincente de uma teologia particular, como descrito, ou uma teologia sistemática geral, um que fala de dentro de uma tradição sobre a natureza da teologia como um todo. [7]


Estas cinco disciplinas agir como um "score" para a teologia na "gramática" geral. Eles organizam fontes e apresentação da teologia cristã de maneiras diferentes, mas todos eles são sobre a falar sobre Deus.

As diversas tradições da teologia cristã, no entanto, são os "sotaques" de estudo teológico. Ao longo da história cristã, várias igrejas têm falado _ linguagem da fé em um número diversificado de formas. A tradição católica romana, por exemplo, fala de uma forma totalmente diferente da tradição da teologia anabatista. A tradição reformada Estados diferentes de Lutheran tradição. A tradição ortodoxa oriental proclama em um vernáculo diferente da tradição copta, e assim por diante.


Quando se fala de _ "tipos" de teologia cristã, é, portanto, o que queremos dizer. Referimo-nos as várias disciplinas que influenciam o estudo teológico e da variedade de tradições que fazem o estudo teológico particular, em seu próprio local.


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[1] Note-se desde logo que há uma série de maneiras que você poderia organizar uma revisão dos "tipos" de teologia cristã. Eu poderia listar teólogos e descrever como as suas abordagens são diferentes, eu poderia identificar um punhado de concorrentes métodos teológicos e dar a cada um uma questão individual, ou poderia descrever as várias escolas de teologia cristã. I optou por este último, embora as abordagens acima são exemplificadas por um leitor de volume genérica na teologia cristã (como editada por McGrath) e Hans Frei Tipos de Teologia Cristã (1994), respectivamente.

[2] Esta analogia da teologia cristã como a "gramática" da fé também é encontrada em RW Jenson Teologia Sistemática - Volume 1 (1997) e Rowan Williams, na teologia cristã (2000). Nas palavras de Jenson: "A Igreja é a comunidade que fala Christianese" - é a tarefa do teólogo para entender as regras de expressão coerente (1997, 18).

[3]. Para a teologia bíblica, você pode querer consultar Teologia Bíblica de JK Mead: Métodos e Issues (2007), ou mais informativo Teologia Bíblica, A vida da Igreja (2010) por Michael Lawrence.

[4] Para exemplos de teologia histórica, pode ser sugerido para Reasoner e romanos em Full Circle (2005), que conta a história e interpretação da teologia paulina. Ou Dunn em sua cristologia in the Making (2003), que traça o desenvolvimento e recepção do pensamento cristológico, como encontrado em toda a Escritura. Ou Cristo e do Decreto por Muller (2008), que segue as doutrinas cristológicas da predestinação e da tradição reformada.Estes são apenas ilustrativos, concebido para dar uma noção do que teologia histórica implica.

(C originalmente escrito. 1400) [5]. Para exemplos de teologia mística, você pode ver Juliana de Norwich Revelações do Amor Divino, ou os escritos de Bernardo de Claraval e Meister Eckhart. Todos eles viveram e escreveram nos tempos medievais, embora a reflexão teológica com base em experiências místicas continuou ao longo da história cristã. (Na verdade, alguma profetisa Batista da 17ª destaque no livro de Freeman, empresa de pregadores das mulheres (2011) escreve em um estilo que lembra ocasionalmente, Juliana de Norwich, cf Anne Wentworth ...A pílula espiritual Inglaterra.

6] Exemplos de teologia contextual incluem as obras de teólogos da libertação, como Leonardo Boff Introdução à Teologia da Libertação (1996) e Trinidad Boff Society (2005) e Gustavo Gutiérrez Teologia da Libertação (2001). Também incluiria teólogas feministas como Mary Daly e Rosemary Radford Ruether e teólogos negros como James Cone e Robert Beckford.

[7] A teologia tem sido feita de forma sistemática por um tempo muito longo. Você poderia recorrer a Irineu Contra as Heresias (2º século) Origens do Principiis (século III) para exemplos. No entanto, estritamente falando, a teologia sistemática tem suas raízes em obras como Penas Lombard, a Summa de São Tomás ou Institutos de Calvino. Um pode querer consultar o julgamento de Colin Gunton em "teologia histórica e sistemática" em seu texto editado O companheiro de Cambridge a Doutrina Cristã (1997). Você também pode consultar os textos sistemática Berkhof, Grudem, Tillich ou Pannenberg, ou mesmo The Oxford Handbook de Teologia Sistemática (2009), editado por Iain Torrance. Muito mais velho, mas também útil, é BB Warfield O Direito de Teologia Sistemática (publicado originalmente em 1897).

Tomado Apologética Cristã Reino Unido.

O QUE É A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL


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O QUE É A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL


O termo "Escola Dominical" foi primeiramente usado pelo jornalista evangélico Robert Raikes, na Inglaterra, a partir de 1780, quando começou a oferecer instrução rudimentar para crianças pobres em seu único dia livre da semana: domingo, pela manhã e à tarde, pois a maioria mesmo tendo pouca idade já trabalhava durante a semana. A Escola Dominical nasceu para servir como o ensino público gratuito, orientado pelos princípios da educação-cristã, vindo posteriormente o governo britânico e de outros países a oferecer o sistema de educação pública e a se responsabilizar oficialmente por ele. O movimento iniciado por Raikes é considerado o precursor desse sistema.

Portanto, a Escola Dominical do nosso tempo não é o mesmo do britânico inicial, mas o tipo de escola que surgiu na América do Norte muito tempo depois oferecendo um conteúdo curricular bíblico não mais objetivando prioritariamente a aprendizagem da leitura e da escrita de seus alunos e sim o conhecimento bíblico, a edificação espiritual, o discipulado e a integração e a evangelização. Por isso, a Escola Dominical é o momento especial da semana para que todos que pertencem a uma igreja local (crianças, adolescentes, jovens, adultos, incluindo os novos convertidos), primeiramente, se reúnam para estudar a Palavra de Deus de forma pedagógica e metódica, e também promovam a comunhão, o discipulado e a integração de novos crentes e a evangelização, cooperando para o cumprimento da Grande Comissão de Jesus registrada em Mateus 28.18-20.


HISTÓRIA DA ESCOLA DOMINICAL NO BRASIL


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Os missionários escoceses Robert e Sara Kalley são considerados os fundadores da Escola Dominical no Brasil. Em 19 de agosto de 1855, na cidade imperial de Petrópolis, no Rio de Janeiro, eles dirigiram a primeira Escola Dominical em terras brasileiras. Sua audiência não era grande; apenas cinco crianças assistiram àquela aula. Mas foi suficiente para que seu trabalho florescesse e alcançasse os lugares mais retirados de nosso país. Essa mesma Escola Dominical deu origem à Igreja Congregacional no Brasil. Houve, sim, reuniões de Escola Dominical antes de 1855, no Rio de Janeiro, porém, em caráter interno e no idioma inglês, entre os membros da comunidade americana. Hoje, no local onde funcionou a primeira Escola Dominical do Brasil, acha-se instalado um colégio. Mas ainda é possível ver o memorial que registra este tão singular momento do ensino da Palavra de Deus em nossa terra.


HISTÓRIA DA ESCOLA DOMINICAL NO MUNDO


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As origens da Escola Dominical remontam aos tempos bíblicos quando o Senhor ordenou ao seu povo Israel que ensinasse a Lei de geração a geração. Dessa forma a história do ensino bíblico descortina-se a partir dos dias de Moisés, passando pelos tempos dos reis, dos sacerdotes e dos profetas, de Esdras, do ministério terreno do Senhor Jesus e da Primitiva Igreja. Não fossem esses inícios tão longínquos, não teríamos hoje a Escola Dominical.

Porém, antes de sumariarmos a história da Escola Dominical em sua fase moderna, faz-se mister evocar os grandes vultos do Cristianismo que muito contribuíram para o ensino e divulgação da Palavra de Deus.

Como esquecer os chamados pais da Igreja e lhes seguiram o exemplo? Lembremo-nos de Orígenes, Clemente de Alexandria, Justino o Mártir, Gregório Nazianzeno, Agostinho e outros doutores igualmente ilustres. Todos eles magnos discipuladores. E o que dizer do Dr. Lutero? O grande reformador do século XVI, apesar de seus grandes e inadiáveis compromissos, ainda encontrava tempo para ensinar as crianças. Haja vista o catecismo que lhes escreveu.


Foram esses piedosos de Cristo abrindo caminho até que a Escola Dominical adquirisse os atuais contornos.

A Escola Dominical do nosso tempo nasceu de visão de um homem que, compadecido com as crianças de sua cidade, quis dar-lhes um novo e promissor horizonte. Como ficar insensível ante a situação daqueles meninos e meninas que, sem rumo, perambulavam pelas ruas de Gloucester? Nesta Cidade, localizada no Sul da Inglaterra, a delinquência infantil era um problema que parecia insolúvel.

Aqueles menores roubavam, viciavam-se e eram viciados; achavam-se sempre envolvidos nos piores delitos.

É nesse momento tão difícil que o jornalista episcopal Robert Raikes entra em ação. Tinha ele 44 anos quando saiu pelas ruas a convidar os pequenos transgressores a que se reunissem todos os domingos para aprender a Palavra de Deus. Juntamente com o ensino religioso, ministrava-lhes Raikes várias matérias seculares: matemática, história e a língua materna - o inglês.

Não demorou muito, e a escola de Raikes já era bem popular. Entretanto, a oposição não tardou a chegar. Muitos eram os que o acusavam de estar quebrantando domingo. Onde já se viu comprometer o dia do Senhor com esses moleques? Será que o Sr. Raikes não sabe que o domingo existe para ser consagrado a Deus?
Robert Raikes sabia-o muito bem. Ele também sabia que Deus é adorado através de nosso trabalho amoroso incondicional.

Embora haja começado a trabalhar em 1780, foi somente em 1783, após três anos de oração, observações e experimentos, que Robert Raikes resolveu divulgar os resultados de sua obra pioneira.

No dia três de novembro de 1783, Raikes publica, em seu jornal, o que Deus operara e continuava a operar na vida daqueles meninos Gloucester. Eis porque a data foi escolhida como o dia da fundação da Escola Dominical.

Mui apropriadamente, escreve o pastor Antônio Gilberto: “Mal sabia Raikes que estava lançando os fundamentos de uma obra espiritual que atravessaria os séculos e abarcaria o globo, chegando até nós, a ponto de ter hoje dezenas de milhões de alunos e professores, sendo a maior e mais poderosa agência de ensino da Palavra de Deus de que a Igreja dispõe”.

Tornou-se a Escola Dominical tão importante, que já não podemos conceber uma igreja sem ela. Haja vista que, no dia universalmente consagrado à adoração cristã, nossa primeira atividade é justamente ir a esse prestimoso educandário da Palavra de Deus. É aqui onde aprendemos os rudimentos da fé e o valor de uma vida inteiramente consagrada ao serviço do Mestre.

A. S. London afirmou, certa vez, mui acertadamente: “Extinga a Escola Bíblica Dominical, e dentro de 15 anos a sua igreja terá apenas a metade dos seus membros”. Quem haverá de negar a gravidade de London? As igrejas que ousaram prescindir da Escola Dominical jazem exangues e prestes a morrer.


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Em breve a história da Escola Bíblica Dominical de Joinville.
Aguarde!

Fonte: Escola Bíblica Dominical

escoladominical.com.br

COSMOLOGIA DE GÊNESIS 1:1 (PART. II)




Para entendermos isso, nós precisamos entender alguns fatos científicos, e vermos como na verdade foram as duas coisas, as duas ideias verbais, que ocorreram na criação.

Não vou tentar entrar na discussão entre Ciência e Religião, no entanto, uma vez que a ciência cresce mais e mais, e mais provas empíricas são feitas para a comprovação, o que, mesmo levando a nomenclatura de “teoria”, na verdade, se trata de um fato.

A ciência não é do homem, é de Deus, Ele é o maior Cientista, Matemático, Físico que existe, o homem apenas descobre verdades que já existiam, mas que eram apenas desconhecidas da humanidade. Ninguém criou as maiores ideias científicas ou físicas, elas já existiam, apenas precisavam ser descobertas pela mente humana.

Para entendermos que “método” foi usado na criação, devemos ler primeiro o prólogo de João. Ele diz sob inspiração divina:



“No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus, e a Palavra era Divina. Ele estava no princípio com o Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.” (João 1:1-3)

Não é segredo para ninguém que o que traduzimos por “Palavra”, ou “Verbo”, é o termo grego λογος (logos). Esse λογος de Deus é o nosso Senhor Jesus Cristo. (Cf. Jo. 1:14) João diz abertamente que todas as coisas, ou seja, coisas físicas e espirituais, foram “feitas por ele [i.e pelo λογος]”.

Sabemos que a criação leva estampada em si as qualidades do criador, isso não é verdade apenas no âmbito humano, mas também no divino. (Romanos 1:20) Assim, as características do λογος estão espalhadas em todas as coisas criadas.

A palavra grega λογος é muito profunda, não há como definirmos nessa postagem, no futuro faremos uma abordagem lexicográfica do termo. No entanto, um dos significados de λογος é “razão”, sendo dela que tiramos a palavra “lógica” em Português (λογικος – logikos que vem de λογος). Cf. Wikipedia (Logica)

Por esse motivo acredito que tudo dentro desse universo físico, criado pelo Logos, tem um caráter racional, lógico, explicativo físico e cientificamente falando.

Muitos dos cientistas (lógico que nem todos) não querem desmentir Deus, mas apenas entender como Ele criou as coisas.

Por exemplo, Albert Einstein convenceu-se de que o Universo teve um começo, e ele queria “saber como Deus criou o mundo”.

Até o grande gênio da Atualidade, Stephen Hawking disse:

“Se encontrarmos a resposta para isso teremos o triunfo definitivo da razão humana; porque, então, teremos atingido o conhecimento da mente de Deus”. (Uma Breve História do Tempo. S. W. Hawking. 14o edição. Editora Rocco. 1989. Pág. 238.)

Ainda mais, muitas vezes as pessoas desacreditam em Deus devido ao fato de que a palavra “Deus” vira uma palavrinha mágica para alguns crédulos, principalmente quando não sabem como algo aconteceu. Nesse caso, a resposta pronta sempre é “Deus fez”.

YHWH Deus criou todas as coisas que existem por meio de Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo. (Col. 1:16; Ap. 4:11) No entanto, Ele deve ter usado as próprias leis que criou para pôr em funcionamento Sua criação.

Não precisamos encarar Deus como um mágico que cria as coisas simplesmente sem explicação, como por meio de uma palavrinha mágica, como “abracadabra”, palavra essa do aramaico que significa “eu crio ao falar”. Em Gênesis capítulo 1, Deus “fala” e as coisas são criadas, mas essa não era uma criação mágica, sem explicação, por um deus esotérico.

Na verdade, toda vez que o texto em Gênesis menciona que Deus “disse”, ali é uma referência ao Logos de Deus agindo na Criação, e não as meras palavras de Deus sendo emitidas verbalmente.

Quanto mais a ciência empírica descobre como as coisas funcionam, ou existem, menos podemos acreditar como disse certa página na internet:



“Todas as milhares de estrelas apareceram repentinamente e sobrenaturalmente no espaço.”

Tudo isso como um passe de mágica? Pirlinpinpin e apareceram as estrelas? O homem, como único dotado de capacidade cognitiva e racional, foi feito a imagem de Deus Criador, a Mente Suprema. Não parece racional que Ele tenha criado tudo que existe sem explicação racional nenhuma, sendo uma coisa totalmente inexplicável, não apenas agora, mas para sempre; simplesmente tudo foi criado sobrenaturalmente do nada.

Não estou querendo também “racionalizar” tudo. Na verdade, isso é muito perigoso e limitado. Einstein uma vez disse:



“O pensamento lógico pode levar você de A a B, mas a imaginação te leva a qualquer parte do Universo.”

Existem muitas teorias explicativas de como o Universo surgiu. No entanto, a mais popular e mais levada a sério pelos físicos e cosmólogos é a teoria do Big Bang.

Uma breve definição segundo o site Big Bang Theory:

“A teoria do Big Bang é uma tentativa de explicar o que aconteceu logo no início do nosso universo. Descobertas em física e astronomia demonstraram além de dúvida razoável que o nosso universo, de fato, teve um começo. Antes desse momento não havia nada, durante e depois desse momento, houve alguma coisa: o nosso universo. A teoria do big bang é um esforço para explicar o que aconteceu durante e depois daquele momento.”

Mas isso, diferente da crença popular, não rivaliza com um Criador Sobrenatural, Todo-Poderoso e Inteligente. O mesmo site diz:



“A criação foi um evento sobrenatural. Isto é, teve lugar fora do reino natural. Este fato levanta a questão: há qualquer coisa que existe fora do reino natural? Especificamente, há um Mestre Arquiteto lá fora?”

Quando falamos de “teoria” do Big Bang, não estamos falando do que a população comum entenderia, como “hipótese”.

Segundo Wikipedia existe uma confusão nesse sentido:



“Há também uma confusão quando se quer analisar o grau de confiabilidade que uma teoria apresenta. Muitas pessoas acreditam que uma lei científica possuiria um grau maior de comprovação que uma teoria, mas não é isso que ocorre... Outra confusão frequente é o equívoco entre fato e teoria. Teoria é o que explica o fato, e, portanto uma teoria deve ser construída a partir de um fato.”

Sobre isso a Discovery Magazine diz:



“Isso [i.e o termo “teoria” cientificamente falando] não significa “apenas a opinião de alguém.” Teorias podem ser completamente especulativas, absolutamente bem estabelecidas, ou simplesmente erradas, o modelo do Big Bang é absolutamente bem estabelecido.”

Para entendermos um pouco sobre como funciona essa teoria: Imaginem um balão inflável. Enquanto seco você pega uma caneta e pinta umas bolinhas na superfície da mesma, uma bem próxima da outra. À medida que encher o balão, ele vai se expandindo e os pontinhos, anteriormente próximos, irão se afastando uns dos outros. É mais ou menos isso que ocorre com o Universo. Ele está em expansão. Se retrocedermos no tempo, então tudo estava contido em um único ponto. Nesse ponto havia tudo o que iria compor o universo físico.

Os cientistas chamam de Bóson de Higgs, ou “partícula de Deus”, o ponto de partida de tudo. É aqui onde acredito que entre a palavra בָּרָא “criar do nada”. Pois, como os próprios cosmólogos e físicos confirmam, nada físico era anterior a sua própria criação física. Assim o Bóson de Higgs teria vindo literalmente ex nihilo, ou seja, “do nada” fisicamente. O Bóson de Higgs deveria está “dentro” (embora esse termo já seja da realidade física de espaço) de algo mais que é além e anterior a matéria-espaço, mas que não pode ser matéria, uma vez que a matéria em si ainda não havia sido criada.

Nos primeiros instantes o universo não era constituído por matéria, mas sim por energia sob forma de radiação. O universo então passou a expandir-se e, consequentemente, a arrefecer, ou seja, esfriar. Pares de partícula-antipartícula eram criados e aniquilados em grande quantidade. Com a queda de temperatura a matéria pôde começar a formar hádrons, assim como a antimatéria a formar antihádrons, pois matéria e antimatéria foram criadas em quantidades iguais. Atualmente, no entanto, parece que vivemos em um universo onde só há matéria.

Esse Big Bang, ou melhor dizendo, liberação de energia que produziria a futura materia composta em tudo que vemos, está em harmonia com a descrição que Isaías fez de Yahweh:



“Levantai ao alto os vossos olhos e vede. Quem criou estas coisas? foi Aquele que faz sair o exército delas segundo o seu número; Ele as chama a todas pelos seus nomes; por causa da grandeza [ou, abundância] de sua energia dinâmica, e porquanto é forte em poder, nenhuma delas faltará.” (Isaías 40:26)

Esse vínculo entre a matéria e a energia explica a potência do Sol, que garante a nossa vida e o nosso bem-estar. Que vínculo é esse? Bem, uns 40 anos antes, em 1905, Einstein havia predito uma relação entre matéria e energia. Muitos conhecem a sua equação E=mc2. Depois que Einstein formulou essa relação, outros cientistas puderam explicar como é possível que o Sol continue a brilhar já por bilhões de anos. No interior do Sol ocorrem contínuas reações termonucleares. Deste modo, a cada segundo, o Sol converte uns 564 milhões de toneladas de hidrogênio em 560 milhões de toneladas de hélio. Assim, cerca de 4 milhões de toneladas de matéria são transformadas em energia solar, uma fração da qual atinge a Terra e sustenta a vida.

É significativo que o processo ao reverso também é possível. “A energia transforma-se em matéria quando partículas subatômicas colidem em altas velocidades e criam novas partículas, mais pesadas”, explica The World Book Encyclopedia.

Depois da liberação de energia, então todas as coisas seguiram ordeiramente seu projeto, conforme pré-estabelecido pelo Projetista do Universo. Assim todas as coisas materiais, após essa liberação de energia, foram formadas de matéria pré-existente; sol, lua, estrelas, inclusive o homem do “pó do solo”. É ai que entre o verbo יִּצֶר “formar”, conforme aparece em Gênesis no relato da Criação.

Tudo foi יִּצֶר “formado” de coisas pré-existentes DEPOIS do início da criação pelo Bóson de Higgs como particula inicial que, por sua vez, veio “do nada” (בָּרָא), ou melhor, “de nada” físico, uma vez que a materia ainda não existia.

Interessante que na LXX os tradutores verteram o verbo hebraico יִּצֶר “formar”, usado em Gênesis 2:7 para a formação de Adão, pelo verbo grego πλασσω (plasso) que significa “formar, moldar (algo do barro, da cera)” (Thayer) é usado para se referir à vasilhas de barro. No N.T aparece apenas três vezes, duas em Rom 9:20 “coisa formada” e Aquele que “formou” o homem; e em 1Tim 2:13; primeiro foi “formado” Adão do “pó do solo” e depois Eva da “costela” de Adão (Gn. 2:22), ambos de coisas pré-existentes.

Assim vemos como as duas ideias de “criar do nada” e “formar”, a partir de coisas pré-existentes, estão em harmonia em termos bíblicos e cosmológicos. Depois dessa análise, nós iremos abordar os outros textos para entender mais sobre a palavra “criar” dentro das Escrituras Hebraicas.

Contexto desses estudo bíblico:

Fonte: https://crescimentoemcristo.blogspot.com.br/